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29 de Novembro de 2011

Dólar avança para R$ 1,85 e bolsas recuam

Pequena procura por títulos do governo alemão preocupa e atividade industrial chinesa contrai.

O agravamento da crise na Europa e desaceleração na China causaram ontem perda generalizada nas bolsas de valores no mundo. No Brasil, a Bovespa recuou pela quinta vez seguida e o dólar poderá ensaiar o patamar de R$ 1,90.

Ontem, a moeda americana negociada no mercado à vista da BM&F Bovespa teve a maior alta diária em dois meses. Subiu 2,90%, para R$ 1,8552, o maior valor desde 4 de outubro.

Na Europa, a Alemanha, a economia mais forte da região, conseguiu vender apenas 3,644 bilhões de euros em títulos dos 6 bilhões ofertados. Esse fraco leilão é considerado um dos piores do país na história da moeda comum e foi visto como sinal de desconfiança do investidor.

Além disso, em um comunicado, o banco central da Grécia alertou que o plano de redução da dívida elaborado pelos países da zona do euro é provavelmente a última chance para reconstruir a economia do país. Ou seja, a Grécia enfrenta o risco de uma saída da moeda comum do bloco.

Em Berlim, a chanceler alemã, Angela Merkel, reiterou ao Parlamento que sem o apoio explícito dos principais partidos políticos gregos ao programa de governo do primeiro-ministro, Lucas Papademos, não será enviada a parcela de 8 bilhões de euros. Em 27 de outubro, foi obtido um acordo sobre um segundo plano de resgate, incluindo o calote parcial da dívida, um novo empréstimo e a recapitalização do setor bancário. Em troca, o governo grego terá de manter uma política de arrocho.

A principal locomotiva do mundo, a China, indicou que está freando. A atividade industrial no país asiático registrou este mês a maior queda desde março de 2009, segundo índice do banco HSBC. O indicador caiu para 48 pontos - abaixo de 50 representa contração.

Em Brasília, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o mundo está assistindo ao agravamento da crise internacional:

- A cada dia, a situação fica mais complicada e problemas na União Europeia e nos Estados Unidos não se resolvem. Estamos vendo uma recaída da crise de 2008: alguns países não conseguiram superá-la até hoje, o que nos deixa preocupados.

Fonte: Zero Hora